No momento, você está visualizando Importações de Santa Catarina crescem 7% em setembro de 2026

Importações de Santa Catarina crescem 7% em setembro de 2026

Por Jair | SB Trade, referência em Comércio Exterior

Santa Catarina continua comprando do mundo, e a diferença agora está em comprar com mais inteligência. Veja o que os números de setembro mostram sobre as importações catarinenses.

Importações de Santa Catarina em setembro de 2026

As importações de Santa Catarina somaram US$ 3,15 bilhões em setembro de 2026, alta de 6,99% sobre os US$ 2,94 bilhões do mesmo mês de 2025, segundo os dados divulgados pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) nesta semana. O número chega num momento em que a importação brasileira como um todo recuou 2,4% na comparação anual, então o estado anda num ritmo próprio, mais firme do que a média do país.

Quem esperava ver Santa Catarina pisando no freio das compras externas vai ter que esperar, porque o estado continua comprando do mundo. A pergunta que interessa ao empresário catarinense deixou de ser se a importação vai continuar e passou a ser o que está entrando, de onde vem e como cada empresa está se preparando para comprar melhor.

Cobre e alumínio puxam a alta das importações catarinenses

O dado mais revelador de setembro está na composição das compras. As importações de metais não ferrosos subiram 42,5%, de US$ 169,4 milhões para US$ 241,4 milhões, com o cobre refinado avançando 37,4%, para US$ 121,7 milhões, e o alumínio em formas brutas crescendo 45,4%, para US$ 38,1 milhões.

Cobre e alumínio em forma bruta são insumo de fábrica, usados na produção de motores, fios, cabos, componentes elétricos e peças metálicas, ou seja, setores que têm peso grande no parque industrial catarinense. Quando esse tipo de compra cresce nesse ritmo, o sinal é de indústria trazendo matéria-prima para produzir aqui, e isso diz mais sobre a saúde da economia do estado do que o valor total da balança.

O movimento vem desde o começo do ano, porque no primeiro trimestre de 2026 o cobre refinado já liderava as importações catarinenses, com US$ 457 milhões e alta de 26%, como mostramos na análise das importações de Santa Catarina no 1T2026.

A leitura conversa com o lado das exportações, que somaram US$ 9,5 bilhões entre janeiro e setembro, alta de 5,5%. Em setembro, os motores e geradores elétricos exportados pelo estado chegaram a US$ 58,7 milhões, 15,3% a mais que um ano antes, e as partes de motores cresceram 54,9%, então a indústria importa insumo, transforma e vende, e a importação entra como parte da cadeia produtiva.

China já responde por 42,7% das importações de SC

No acumulado de janeiro a setembro, a China passou de 42,3% para 42,7% de tudo o que Santa Catarina importa. As compras de produtos chineses cresceram US$ 1,13 bilhão, alta de 10,5%, com destaque para pneus, autopeças, guindastes, aquecedores elétricos, motocicletas e fios sintéticos.

No caminho oposto, as importações vindas dos Estados Unidos caíram 9,2% no período, para US$ 1,44 bilhão. O movimento acompanha um ano em que o comércio catarinense com os americanos encolheu também do lado das exportações.

Quando mais de 40% do que entra no estado vem de um único país, qualquer mudança de frete marítimo, de tarifa, de prazo de produção ou de câmbio do lado de lá chega direto no custo de quem compra aqui. A concentração traz vantagem de preço e escala, e ao mesmo tempo deixa a operação mais exposta a choques que a empresa catarinense não controla.

Como importar com mais inteligência em Santa Catarina

Volume Santa Catarina já mostrou que tem, então a diferença entre as empresas passa a estar na forma de comprar. A primeira frente é conhecer o custo de ponta a ponta, somando ao preço do fornecedor o frete internacional, o seguro, os tributos, a armazenagem e o desembaraço, porque é comum um produto que parece mais barato na cotação chegar mais caro na porta da fábrica.

A segunda frente é avaliar uma segunda origem para os insumos mais críticos. Com a China respondendo por mais de 40% das compras do estado, ter um fornecedor alternativo homologado para o item que não pode faltar na linha de produção reduz o risco de parada quando o frete sobe, o prazo estica ou uma tarifa muda.

A terceira frente é o câmbio. O dólar acumula queda de mais de 8% em 2026 e chegou a ficar abaixo de R$ 5 nesta semana, mas tem oscilado bastante de um dia para o outro, e quem deixa para fechar todo o câmbio no dia do pagamento está apostando com a margem do produto. Usar o momento de câmbio em queda para travar parte do custo, antecipando uma fatia do fechamento ou dividindo em lotes, dá mais previsibilidade do que tentar acertar a mínima.

O que esperar das importações catarinenses no fim de 2026

A SB Trade, referência em Comércio Exterior, acompanha de perto as importações catarinenses a partir de Florianópolis, e a leitura é que o estado chega ao último trimestre de 2026 com a importação em crescimento e cada vez mais ligada à produção industrial. Os próximos meses devem favorecer a empresa catarinense que planejar origem, prazo e câmbio junto com a produção, em vez de tratar cada compra externa como uma decisão isolada.

Perguntas frequentes sobre importações em Santa Catarina

Quanto Santa Catarina importou em setembro de 2026?
As importações de Santa Catarina somaram US$ 3,15 bilhões em setembro de 2026, alta de 6,99% sobre os US$ 2,94 bilhões de setembro de 2025, segundo dados divulgados pela FIESC.

Quais produtos puxaram a alta das importações catarinenses?
Os metais não ferrosos lideraram o crescimento, com alta de 42,5%, para US$ 241,4 milhões. O cobre refinado subiu 37,4%, para US$ 121,7 milhões, e o alumínio em formas brutas avançou 45,4%, para US$ 38,1 milhões.

Qual país lidera as importações de Santa Catarina?
A China é a principal origem e respondeu por 42,7% das importações catarinenses de janeiro a setembro de 2026. As compras de produtos chineses cresceram 10,5% no período, com destaque para pneus, autopeças, guindastes, aquecedores elétricos, motocicletas e fios sintéticos.

As importações de SC vindas dos Estados Unidos caíram?
Sim. As importações catarinenses de origem americana caíram 9,2% de janeiro a setembro de 2026, para US$ 1,44 bilhão.

Como o câmbio afeta o importador catarinense no fim de 2026?
O dólar acumula queda de mais de 8% no ano, o que reduz o custo em reais das mercadorias importadas. Como a cotação tem oscilado bastante, travar parte do câmbio com antecedência ou fechar em lotes dá mais previsibilidade ao custo da importação.

Fontes

Exportações de SC crescem 5,5% em 2026, mas comércio com os EUA encolhe, Economia SC, 7 de outubro de 2026, com dados da FIESC.

Exportações de Santa Catarina crescem 2,6% em setembro, mas ritmo desacelera, RBN 94,3 FM, 7 de outubro de 2026.

Motores e geradores impulsionam exportações de SC, que crescem 2,6% em setembro, OCP News, 8 de outubro de 2026.

Previsão de superávit comercial de 2026 cai para US$ 84,4 bilhões, Agência Brasil, 6 de outubro de 2026.

Dólar hoje volta a subir e fecha acima dos R$ 5, InfoMoney, 7 de outubro de 2026.

Deixe um comentário